Pular para o conteúdo principal

Perder a mãe: como enfrentar a dor do luto com fé em Deus

A dor de perder uma mãe não passa rápido — mas pode ser sustentada pela presença de Deus . Perder uma mãe não é uma dor comum. É uma ruptura profunda. É como se uma parte da nossa história tivesse sido arrancada. E, por mais que saibamos que esse dia vai chegar, quando chega... nunca estamos preparadas. Quando a ausência se torna real Nos primeiros dias, após sua partida, tudo parecia estranho.  O mais estranho é que eu sabia que esse dia chegaria, mas, quando chegou, demorei a acreditar. Hoje, o telefone não toca mais. Minha  rotina mudou. O silêncio pesa. E a pergunta surge, inevitável: “Como eu vou viver sem ela?” Não existe resposta fácil para isso. A dor que ninguém consegue explicar Só quem perdeu a mãe entende. Não é apenas saudade. É uma mistura de: vazio Lembranças constantes. Vontade de voltar no tempo e uma dor que aparece sem avisar. E não adianta tentar ser forte o tempo todo. O luto não funciona assim. Pensei que poderia fugir da dor. Pensei que, ao ver o s...

Decisão de Mudar: Um tijolinho de cada vez

 Como comecei a sair da depressão com pequenas mudanças, terapia e fé


Este ano decidi melhorar a qualidade de minha vida, pois andava tão deprimida e desanimada.

Mulher feliz com braços levantados em meio a natureza
Foto: Pixabay


A depressão bateu forte e não poderia ser de outra forma, pois, por muito tempo, me deixei abater pelos eventos que me marcaram profunda e negativamente.

.
A dor era tamanha que, era como se uma espada afiada transpassasse meu peito.
Haja drama!
Como sair dessa situação caótica. Já não poderia contar com ninguém, pois, cada um tem seus próprios problemas.

Não ao menos conseguia orar, pois, me sentia tão desprezível que, por mais que saiba que DEUS me ama incondicionalmente, no mais íntimo de meu ser, achava que Ele não me ouviria.

Portanto, nem sequer orava. Nem sequer frequentava mais a igreja.

Dessa forma, jamais, em tempo algum eu encontraria uma saída.

Mas, minha filha tanto insistiu que, pela primeira vez, resolvi fazer terapia.
Já estou na terceira ou quarta sessão e não é que estou achando o máximo?
Minha jovem psicóloga me disse que o primeiro passo para melhorar de vida é fazer pequenas mudanças. Todos os dias, um pouquinho de cada vez.

Ela também me fez alguns questionamentos, os quais me fizeram refletir sobre o desenrolar de meus dias e sobre a opinião que tenho de mim. 
Assim como, minhas expectativas em relação ao futuro e sobre tudo que já vivi.
Ela me pediu para definir pequenas melhorias de forma contínua. Tijolinho por tijolinho, até atingir resultados significativos.
Entendi ser melhor ajustar lentamente nossa mudança de hábitos. 
Definir metas mais realistas e demorar mais para atingir esse objetivo de autodesenvolvimento.

Pois, de que adianta querer definir uma grande mudança? Dar largos passos em pouco tempo?
Com certeza iremos nos frustrar, nos esgotar e fracassar.
E, são, justamente, esses sentimentos nocivos que queremos banir de nossa vida, não é mesmo?

Você pode querer mudar drasticamente, do dia para a noite, para conseguir causar uma grande impressão. Virar notícia. Uau! Como você mudou!!!

Já as pequenas mudanças vão gerar pequenas e imperceptíveis melhoras, o que pode ser desanimador, no início.
No entanto, lembre-se: funciona!

Mas, pequenas mudanças funcionam?

Pequenas mudanças funcionam porque, falo com experiência, quantas vezes tentei mudar de forma drástica. E, pelo menos, comigo, não funcionou.
Por exemplo, tentei caminhar para perder peso e também controlar minha alimentação. Então, cortei sal, açúcar, café. Tudo de uma vez;
Por pouco tempo, até me parecia dar certo. Era empolgante me ver um pouco mais magra e tal, mas depois tudo desmoronava e voltava à estaca zero.
Isso é muito decepcionante. 

Grandes expectativas, com resultados temporários, só me deixavam mais e mais frustrada, o que, por sua vez, só piorava meu quadro depressivo.

Partindo dessa lógica, é melhor um tijolinho de cada vez mesmo, como minha psicóloga disse.
Afinal, somos o resultado de décadas de maus hábitos, tanto alimentares, quanto de comportamento, como de decisões que nos levaram para o fundo do poço.

Agora, vamos falar sobre o que podemos fazer, de início.
Veja o que te incomoda e tente eliminar, gradualmente, hem? Lembre-se!

Para mim, me incomoda o fato de dormir e acordar tarde. Estava acordando tarde. Lá pelas 9 ou 10 horas. Isso lá é negócio de gente?!


Aliás, não era que acordo nesse horário. Às, vezes, até acordo cedo, mas não me levanto, o que dá no mesmo.

Contudo, levantar tarde, me deixa mais mal-humorada e ranzinza do que já sou.
Com a estranha sensação de que o dia não rende.

Desde jovem sempre trabalhei e acordei cedo, mas de uns tempos para cá, isso mudou. Aff!

Então, minha meta será: de 9 horas, vou passar para 8 horas. Em seguida, para 7 horas e depois para 6 horas.
Espero reduzir esses horários no prazo de 3 meses.

Até que poderia levantar amanhã às 5 horas. Pensa que já não tentei? No primeiro momento, dá certo, mas, como já disso, mudanças radicais não se sustenta a longa.

Não para todo mundo. 
Então, por que eu haveria de tentar algo que já foi testado e não deu certo?
O que temos que fazer é nos concentrar em pequenas melhorias e evitar riscos inúteis.

O segundo passo para mim é: levantar e fazer meu devocional. Afinal, precisamos e DEUS o tempo.

Não adianta querer fugir ou se esconder. 

É como diz Salmo 139:8,9 e 10:

⁸ Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás.

⁹ Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar,

¹⁰ mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá. 


Salmos 139:8-10


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Moscas volantes nos olhos: é normal depois dos 50? Quando procurar um oftalmologista

Pensei estar perdendo a visão... Crédito da foto: Denis Trshtin?Pexels Depois dos 50, comecei a observar mudanças na visão. Neste artigo, compartilho o que aprendi após conversar com minha  oftalmolo gista. O que são moscas volantes? As moscas volantes são pequenos pontos, fios ou manchas que aparecem na visão, principalmente quando olhamos para uma parede branca, o céu claro ou a tela do celular. Foi assim que aconteceu comigo. Ao pegar um copo d’água, eu via pequenos “mosquitinhos” dentro do copo. Achei estranho. No começo, pensei que fosse sujeira nos óculos. Limpei várias vezes… e os pontos continuavam lá, acompanhando o movimento dos olhos. Confesso que fiquei preocupada. Cheguei a pensar que poderia estar perdendo a visão. Na consulta, a oftalmologista me tranquilizou: eu estava vendo as chamadas moscas volantes, algo bastante comum após os 50 anos. Mas afinal… isso é normal? E quando pode ser sinal de problema? Perguntei! Por que elas aparecem? Ao que ela me respondeu: Veja...

Recomeçar depois dos 60: ainda há muito caminho pela frente

Depois que completei 60 anos, comecei a repensar minha vida. Filhos criados, marido aposentado. Pensei: Então é isso? Cheguei à última fase da vida? Não há mais o que fazer? A aqui que a realidade se apresenta como realmente é. O futuro, que antes parecia distante, de repente se torna o agora. Foto de Anna Shvets; Pexels Surge um sentimento difícil de explicar: uma mistura de perda, pesar e até inutilidade. Reconhecer essa nova etapa pode desanimar; é verdade. Mas também percebi algo importante: não posso me deixar abater. Ainda há caminho a percorrer. A pergunta que muitas mulheres evitam Como recomeçar depois dos 60 anos , mesmo sem dinheiro e com tantas limitações da idade? Essa é uma pergunta que não pode ser ignorada. Dou graças a Deus porque, mesmo com dificuldade, tive oportunidade de estudar Design de Moda . Essa decisão abriu minha mente e me aproximou da tecnologia .  Durante dois anos convivi com jovens, o que foi motivador. Foi mais do que um curso, foi uma lição de ...