O dia em que percebi o tempo A maturidade me tornou mais reflexiva e sensível. Em determinado momento, fiz um balanço de tudo o que vivi e acabei mergulhando em uma crise emocional . Percebi que não valorizei o tempo como deveria. Ele passou num piscar de olhos enquanto eu acreditava que ainda havia muito pela frente. Foi tudo tão rápido que mal percebi sua passagem. Foto: Arquivo pessoal E, como sabemos, o tempo é limitado. Num instante, ele se vai para nunca mais voltar. Chegar a esse entendimento me assustou e foi por isso que entrei nessa crise emocional. O que eu deveria ter priorizado Perto dos 62 anos, vejo que muitas coisas importantes ficaram para depois. Se pudesse voltar, teria buscado mais a DEUS , estudado a Bíblia com maior profundidade e procurado viver seus ensinamentos de maneira verdadeira, porque não basta apenas ler ou frequentar a igreja. A vida espiritual exige decisão, propósito e compromisso. A própria Bíblia ensina: “Bu...
Como comecei a sair da depressão com pequenas mudanças, terapia e fé
Este ano decidi melhorar a qualidade de minha vida, pois andava tão deprimida e desanimada.
A depressão bateu forte e não poderia ser de outra forma, pois, por muito tempo, me deixei abater pelos eventos que me marcaram profunda e negativamente.
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A dor era tamanha que, era como se uma espada afiada transpassasse meu peito.
Haja drama!
Como sair dessa situação caótica. Já não poderia contar com ninguém, pois, cada um tem seus próprios problemas.
Não ao menos conseguia orar, pois, me sentia tão desprezível que, por mais que saiba que DEUS me ama incondicionalmente, no mais íntimo de meu ser, achava que Ele não me ouviria.
Portanto, nem sequer orava. Nem sequer frequentava mais a igreja.
Dessa forma, jamais, em tempo algum eu encontraria uma saída.
Mas, minha filha tanto insistiu que, pela primeira vez, resolvi fazer terapia.
Já estou na terceira ou quarta sessão e não é que estou achando o máximo?
Minha jovem psicóloga me disse que o primeiro passo para melhorar de vida é fazer pequenas mudanças. Todos os dias, um pouquinho de cada vez.
Ela também me fez alguns questionamentos, os quais me fizeram refletir sobre o desenrolar de meus dias e sobre a opinião que tenho de mim.
Assim como, minhas expectativas em relação ao futuro e sobre tudo que já vivi.
Ela me pediu para definir pequenas melhorias de forma contínua. Tijolinho por tijolinho, até atingir resultados significativos.
Entendi ser melhor ajustar lentamente nossa mudança de hábitos.
Definir metas mais realistas e demorar mais para atingir esse objetivo de autodesenvolvimento.
Pois, de que adianta querer definir uma grande mudança? Dar largos passos em pouco tempo?
Com certeza iremos nos frustrar, nos esgotar e fracassar.
E, são, justamente, esses sentimentos nocivos que queremos banir de nossa vida, não é mesmo?
Você pode querer mudar drasticamente, do dia para a noite, para conseguir causar uma grande impressão. Virar notícia. Uau! Como você mudou!!!
Já as pequenas mudanças vão gerar pequenas e imperceptíveis melhoras, o que pode ser desanimador, no início.
No entanto, lembre-se: funciona!
Mas, pequenas mudanças funcionam?
Pequenas mudanças funcionam porque, falo com experiência, quantas vezes tentei mudar de forma drástica. E, pelo menso, comigo, não funcionou.
Por exemplo, tentei caminhar para perder peso e também controlar minha alimentação. Então, cortei sal, açúcar, café. Tudo de uma vez;
Por pouco tempo, até me parecia dar certo. Era empolgante me ver um pouco mais magra e tal, mas depois tudo desmoronava e voltava à estaca zero.
Isso é muito decepcionante.
Grandes expectativas, com resultados temporários, só me deixavam mais e mais frustrada, o que, por sua vez, só piorava meu quadro depressivo.
Partindo dessa lógica, é melhor um tijolinho de cada vez mesmo, como minha psicóloga disse.
Afinal, somos o resultado de décadas de maus hábitos, tanto alimentares, quanto de comportamento, como de decisões que nos levaram para o fundo do poço.
Agora, vamos falar sobre o que podemos fazer, de início.
Veja o que te incomoda e tente eliminar, gradualmente, hem? Lembre-se!
Para mim, me incomoda o fato de dormir e acordar tarde. Estava acordando tarde. Lá pelas 9 ou 10 horas. Isso lá é negócio de gente?!
Aliás, não era que acordo nesse horário. Às, vezes, até acordo cedo, mas não me levanto, o que dá no mesmo.
Contudo, levantar tarde, me deixa mais mal-humorada e ranzinza do que já sou.
Com a estranha sensação de que o dia não rende.
Desde jovem sempre trabalhei e acordei cedo, mas de uns tempos para cá, isso mudou. Aff!
Então, minha meta será: de 9 horas, vou passar para 8 horas. Em seguida, para 7 horas e depois para 6 horas.
Espero reduzir esses horários no prazo de 3 meses.
Até que poderia levantar amanhã às 5 horas. Pensa que já não tentei? No primeiro momento, dá certo, mas, como já disso, mudanças radicais não se sustenta a longa.
Não para todo mundo.
Então, por que eu haveria de tentar algo que já foi testado e não deu certo?
O que temos que fazer é nos concentrar em pequenas melhorias e evitar riscos inúteis.
O segundo passo para mim é: levantar e fazer meu devocional. Afinal, precisamos e DEUS o tempo.
Não adianta querer fugir ou se esconder.
É como diz Salmo 139:8,9 e 10:
⁸ Se eu subir aos céus, lá estás; se eu fizer a minha cama na sepultura, também lá estás.
⁹ Se eu subir com as asas da alvorada e morar na extremidade do mar,
¹⁰ mesmo ali a tua mão direita me guiará e me susterá.

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