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Perder a mãe: como enfrentar a dor do luto com fé em Deus

A dor de perder uma mãe não passa rápido — mas pode ser sustentada pela presença de Deus . Perder uma mãe não é uma dor comum. É uma ruptura profunda. É como se uma parte da nossa história tivesse sido arrancada. E, por mais que saibamos que esse dia vai chegar, quando chega... nunca estamos preparadas. Quando a ausência se torna real Nos primeiros dias, após sua partida, tudo parecia estranho.  O mais estranho é que eu sabia que esse dia chegaria, mas, quando chegou, demorei a acreditar. Hoje, o telefone não toca mais. Minha  rotina mudou. O silêncio pesa. E a pergunta surge, inevitável: “Como eu vou viver sem ela?” Não existe resposta fácil para isso. A dor que ninguém consegue explicar Só quem perdeu a mãe entende. Não é apenas saudade. É uma mistura de: vazio Lembranças constantes. Vontade de voltar no tempo e uma dor que aparece sem avisar. E não adianta tentar ser forte o tempo todo. O luto não funciona assim. Pensei que poderia fugir da dor. Pensei que, ao ver o s...

O Chamado na Maturidade

 O dia em que percebi o tempo

 A maturidade me tornou mais reflexiva e sensível. 

Em determinado momento, fiz um balanço de tudo o que vivi e acabei mergulhando em uma crise emocional.

Percebi que não valorizei o tempo como deveria. Ele passou num piscar de olhos enquanto eu acreditava que ainda havia muito pela frente.

Foi tudo tão rápido que mal percebi sua passagem. 

Mulher idosa feliz em pose reflexiva
Foto: Matheus Bertilli/Pexels

E, como sabemos, o tempo é limitado. Num instante, ele se vai para nunca mais voltar.

Chegar a esse entendimento me assustou e foi por isso que entrei nessa crise emocional.

O que eu deveria ter priorizado

Perto dos 62 anos, vejo que muitas coisas importantes ficaram para depois. 

Se pudesse voltar, teria buscado mais a DEUS, estudado a Bíblia com maior profundidade e procurado viver seus ensinamentos de maneira verdadeira, porque não basta apenas ler ou frequentar a igreja.

A vida espiritual exige decisão, propósito e compromisso.

A própria Bíblia ensina:

“Busquem, pois, em primeiro lugar, o Reino de Deus e a sua justiça, e todas essas coisas lhes serão acrescentadas.”
(Mateus 6:33)

 O peso das preocupações inúteis

Durante grande parte da minha vida, fiz o contrário: priorizei as preocupações e deixei DEUS em segundo plano. 

Hoje compreendo que muitas das minhas angústias nasceram dessa inversão de prioridades.

Pergunto a mim mesma por que não O busquei nos momentos mais difíceis. Frequentar a igreja e cumprir orientações é importante, mas DEUS deseja algo mais profundo: relacionamento.

Sinto que preciso reencontrá-lo — não por obrigação, mas por necessidade da alma.

Creio que DEUS vai restituir os anos que me foram consumidos, porque está escrito:

Joel 2:25

“Restituir-vos-ei os anos que foram consumidos...”

 Também reconheço que poderia ter estudado mais, me preparado melhor e pensado no futuro com mais cuidado.

Poderia ter escolhido um caminho profissional mais seguro.

Percebo quanto tempo gastei com preocupações pequenas, aborrecimentos passageiros e com a opinião das pessoas — coisas que hoje já não têm peso algum.

Não posso voltar atrás nem lutar contra o tempo, mas decidi ser sábia. Buscar a Deus.

Como está escrito:

“Ensina-nos a contar os nossos dias para alcançarmos um coração sábio.”

(Salmo 90:12)

Penso no que farei com os dias que ainda tenho. Quero viver com mais consciência, escolher melhor minhas prioridades e dedicar meu coração ao que realmente tem valor.

Não posso mudar o passado, nem voltar no tempo, mas posso dar um novo significado ao presente.

Se durante anos busquei primeiro as coisas e deixei DEUS para depois, posso agora agir de forma diferente. 

E talvez a maturidade não seja o fim das possibilidades, mas o momento em que finalmente aprendo a viver — não para recuperar o que perdi, mas para consagrar a DEUS o que ainda tenho.

Porque, enquanto houver vida, ainda há encontro com DEUS, crescimento e paz.

Espero que você esteja bem!

O Senhor JESUS te abençoe!

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