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Perder a mãe: como enfrentar a dor do luto com fé em Deus

A dor de perder uma mãe não passa rápido — mas pode ser sustentada pela presença de Deus . Perder uma mãe não é uma dor comum. É uma ruptura profunda. É como se uma parte da nossa história tivesse sido arrancada. E, por mais que saibamos que esse dia vai chegar, quando chega... nunca estamos preparadas. Quando a ausência se torna real Nos primeiros dias, após sua partida, tudo parecia estranho.  O mais estranho é que eu sabia que esse dia chegaria, mas, quando chegou, demorei a acreditar. Hoje, o telefone não toca mais. Minha  rotina mudou. O silêncio pesa. E a pergunta surge, inevitável: “Como eu vou viver sem ela?” Não existe resposta fácil para isso. A dor que ninguém consegue explicar Só quem perdeu a mãe entende. Não é apenas saudade. É uma mistura de: vazio Lembranças constantes. Vontade de voltar no tempo e uma dor que aparece sem avisar. E não adianta tentar ser forte o tempo todo. O luto não funciona assim. Pensei que poderia fugir da dor. Pensei que, ao ver o s...

Reflexões de uma mulher cristã que ainda está aprendendo a viver aquilo que escreve.

Você já sentiu que deveria ser espiritualmente mais madura do que realmente é?

Reflexões de uma mulher cristã
Foto/Canva
Pois eu, sim. Por isso escrevo. Não por ser madura.

Mas, porque ainda estou aprendendo a ser.

Às vezes, me pergunto: como escrever sobre maturidade feminina cristã sem parecer pedante ou exageradamente sentimental? E, quando, ainda não me sinto madura o suficiente?

Essa dúvida surge quase sempre quando me sento para escrever neste blog.

Hoje, especialmente, estou mais sensível. Em alguns momentos, até me sinto hipócrita, pois, como disse, sinto que muitas vezes não vivo exatamente aquilo que escrevo.

Gostaria de ser aquela mulher firme, segura, disciplinada e cheia de fé; a mulher que escreve com convicção, que parece saber exatamente o que está fazendo.

Mas a verdade é bem mais simples.

Sou apenas uma mulher comum.

Uma mulher que deseja confiar mais em Deus, ser menos insegura e que evita se frustrar tanto, quando não atinge seus próprios objetivos.

Existe um ditado que diz: casa de ferreiro, espeto de pau ”.

Em alguns momentos, ele parece se aplicar perfeitamente a mim.


A maturidade que ainda estou aprendendo.

Enquanto escrevo sobre maturidade espiritual, fé, disciplina, oração e pecado, também continuo lutando nessas mesmas áreas.

  • Ainda perco a paciência.
  • Ainda reajo de forma imatura.
  • Às vezes, passo dias sem orar como deveria.

Mas, pensando bem, talvez reconhecer essas fraquezas também faça parte da maturidade espiritual.

Afinal, escrevo justamente a partir dessas lutas, dessas imperfeições, dessas tentativas de viver melhor.

A Bíblia nos lembra disso:

“A minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza.”
2 Coríntios 12:9

Deus conhece minhas fraquezas muito melhor do que eu.

E, mesmo assim, continua me chamando para caminhar com Ele.


O dilema de quem escreve

Há dois lados no ato de escrever:

Por um lado, me faz bem, pois, me sinto mais leve ao colocar meus pensamentos e conflitos em palavras.

Além do mais, este blog é um espaço muito pessoal, onde posso expressar quem sou — ou quem gostaria de ser. E, isso, por si só, já é um alento.

Por outro lado, escrever também pode ser cruel.

Se escrevo pouco, temo parecer superficial.
Se escrevo demais, temo soar repetitiva ou arrogante.

E, se erro a mão, alguém pode pensar que estou tentando parecer mais espiritual do que realmente sou.

O que não é verdade.

Pelo menos, espero sinceramente que não seja.

Talvez por isso eu demore tanto para escrever.
Digito, apago, reescrevo.

Só depois de muitas tentativas as idéias finalmente começam a tomar forma na tela do computador.


Por que comecei a escrever

Reflexões de uma mulher cristã
Baixei essa imagem na internet a muitos anos. Se for sua, entre em contato para colocar os devidos créditos
Quando comecei este blog, minha intenção era simples: tentar entender meus próprios conflitos.

Escrever me ajuda a organizar pensamentos que, muitas vezes, parecem confusos dentro de mim.

Mas, depois, percebi algo.

Talvez outras mulheres também estejam vivendo conflitos parecidos.

Mulheres maduras, de fé, mas também com dúvidas.
Mulheres que amam a Deus, mas que ainda lutam contra inseguranças, medos e frustrações.

Então pensei: por que não compartilhar essa caminhada?

Afinal, dificilmente sou a única mulher madura vivendo esse tipo de conflito.


Minha relação com a inteligência artificial

Reflexões de uma mulher cristã
Baixei essa imagem na internet a muitos anos. Se for de sua autoria, entre em contato para eu colocar os devidos créditos.
Existe outra coisa que preciso confessar:

Sou um pouco perfeccionista, então, a fim de aperfeiçoar meus textos, passei a usar inteligência artificial.

No começo, confesso que levei um grande susto, porque as IAs surgiram repentinamente. 

De repente, só se fala sobre o assunto e tudo isso ainda parece muito novo.

Com o tempo, comecei a pesquisar e passei a usar algumas ferramentas para me ajudar a revisar textos, aprimorar a pontuação, organizar ideias e tornar a leitura mais clara.

Isso me ajuda bastante, porque, você já deve ter percebido que não sou uma escritora profissional. 

Mesmo assim, às vezes me pergunto:

Até que ponto sou autêntica?

Pois, se ainda estou aprendendo a viver aquilo que escrevo…
E, como se não bastasse, ainda me utilizo de ferramentas tecnológicas para revisar meus textos.

Será que estou sendo verdadeira?

Essas perguntas, às vezes, provocam uma pequena crise existencial.

Mas, pensando com calma, percebi algo importante.

Ferramentas sempre existiram.

Antes, havia dicionários, revisores, editores e leitores críticos.

Hoje, a tecnologia simplesmente tornou esse processo mais acessível.

A diferença é que as ferramentas ajudam a organizar as ideias.
Mas as experiências, dúvidas e reflexões continuam sendo minhas.


Escrever talvez seja parte do caminho

Reflexões de uma mulher cristã que ainda está aprendendo a viver como escreve
Foto: Canva

Vivemos em um tempo em que tudo parece exigir visibilidade, alcance e influência.

Fala-se muito sobre viralizar, crescer nas redes sociais e agradar algoritmos.

Mas, sinceramente, esse nunca foi o meu objetivo principal.

Eu só quero aprender a escrever melhor.

E, enquanto escrevo, tento também entender melhor minha própria caminhada espiritual.

Talvez escrever sobre maturidade cristã não seja provar que já cheguei lá.

Talvez seja apenas admitir que ainda estou no caminho.

“Examinemos e provemos os nossos caminhos, e voltemos para o Senhor.”
Lamentações 3:40


Leia também:

Sentimos Paz ao entender que só dependemos do amor de Deus e não da aprovação dos outros.

Recomeçar depois dos 60: Ainda há muito caminho pelo frente.

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Obrigada pelo carinho de sua leitura!

Um abraço fraterno!

Deus te abençoe!

Com carinho,

Vânia Mayre

🌸🌸🌸🌸🌸

A minha alma descansa somente em Deus; dEle vem a minha salvação.
(Salmos 62:1)

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