O dia em que percebi o tempo A maturidade me tornou mais reflexiva e sensível. Em determinado momento, fiz um balanço de tudo o que vivi e acabei mergulhando em uma crise emocional . Percebi que não valorizei o tempo como deveria. Ele passou num piscar de olhos enquanto eu acreditava que ainda havia muito pela frente. Foi tudo tão rápido que mal percebi sua passagem. Foto: Arquivo pessoal E, como sabemos, o tempo é limitado. Num instante, ele se vai para nunca mais voltar. Chegar a esse entendimento me assustou e foi por isso que entrei nessa crise emocional. O que eu deveria ter priorizado Perto dos 62 anos, vejo que muitas coisas importantes ficaram para depois. Se pudesse voltar, teria buscado mais a DEUS , estudado a Bíblia com maior profundidade e procurado viver seus ensinamentos de maneira verdadeira, porque não basta apenas ler ou frequentar a igreja. A vida espiritual exige decisão, propósito e compromisso. A própria Bíblia ensina: “Bu...
Quando somos jovens, nos recusamos a acreditar que um dia seremos velhos. No máximo, imaginamos que num futuro bem distante, algo do tipo acontecerá.
E, é pensando dessa maneira que tocamos a vida.
Mas, como o tempo não para e nem espera por ninguém, e vida vai passando.
Um belo dia, acordamos e mal reconhecemos aquela figura não tão magra e de cabelos grisalhos, que se apresenta bem diante de nossos olhos.
Não me programei financeiramente, não me alimentei de forma balanceada e nem pratiquei exercícios.
Pelo contrário, trabalhei exaustivamente, tentando dar conta das incessantes tarefas do lar.
Como mãe, esposa, dona de casa. E, como se não bastasse, achava que ainda poderia participar das reuniões da igreja e me dedicar a algum trabalho que me garantisse uma renda extra, a fim de ajudar o marido com as despesas.
Nos sentimos desvalorizadas como donas de casa porque, quando não temos um trabalho nos julgam como desocupadas, preguiçosas e egoístas.
Por causa dessa visão depreciativa, muitas mulheres, inclusive eu, se veem na obrigação de terem uma dupla jornada de trabalho e pagam um alto preço por isso.
Pois, não é à toa que vemos tantas mulheres a beira de um ataque de nervos. A chamada síndrome de burnout, que afeta mais as mulheres que os homens.
Eu mesma, sou um exemplo vivo disso. Quase enlouquece. Só Deus sabe.
Por isso, quando olho para trás, sinto raiva de mim mesma. Por que não me preocupei mais comigo? Por que dei mais valor a opinião dos outros e me martirizei com tantas bobagens?
E pensar que só agora, consegui concluir o óbvio. Quando já não tenho mais o vigor da mocidade para lutar pela vida.
Se ao menos eu pudesse voltar 20 anos, no tempo. Com certeza, consertaria um monte de coisas desnecessárias, que me prejudicaram ao longo da vida.
Primeiro, eu não me preocuparia tanto com a opinião dos outros. Depois, eu trabalharia mais minha autoestima e estudaria para fazer um concurso público.
E, é pensando dessa maneira que tocamos a vida.
Mas, como o tempo não para e nem espera por ninguém, e vida vai passando.
Um belo dia, acordamos e mal reconhecemos aquela figura não tão magra e de cabelos grisalhos, que se apresenta bem diante de nossos olhos.
Reflexões sobre a velhice
Estou refletindo sobre a velhice porque, cheguei na meia-idade e não me preocupei com o futuro.Não me programei financeiramente, não me alimentei de forma balanceada e nem pratiquei exercícios.
Pelo contrário, trabalhei exaustivamente, tentando dar conta das incessantes tarefas do lar.
Como mãe, esposa, dona de casa. E, como se não bastasse, achava que ainda poderia participar das reuniões da igreja e me dedicar a algum trabalho que me garantisse uma renda extra, a fim de ajudar o marido com as despesas.
Por que nos sentimos desvalorizadas como donas de casa?
Nos sentimos desvalorizadas como donas de casa porque, quando não temos um trabalho nos julgam como desocupadas, preguiçosas e egoístas.
Por causa dessa visão depreciativa, muitas mulheres, inclusive eu, se veem na obrigação de terem uma dupla jornada de trabalho e pagam um alto preço por isso.
Pois, não é à toa que vemos tantas mulheres a beira de um ataque de nervos. A chamada síndrome de burnout, que afeta mais as mulheres que os homens.
Eu mesma, sou um exemplo vivo disso. Quase enlouquece. Só Deus sabe.
Por isso, quando olho para trás, sinto raiva de mim mesma. Por que não me preocupei mais comigo? Por que dei mais valor a opinião dos outros e me martirizei com tantas bobagens?
E pensar que só agora, consegui concluir o óbvio. Quando já não tenho mais o vigor da mocidade para lutar pela vida.
Se ao menos eu pudesse voltar 20 anos, no tempo. Com certeza, consertaria um monte de coisas desnecessárias, que me prejudicaram ao longo da vida.
Primeiro, eu não me preocuparia tanto com a opinião dos outros. Depois, eu trabalharia mais minha autoestima e estudaria para fazer um concurso público.
Está certo, que nunca é tarde para recomeçar. Pelo menos, é o que dizem. Mas, não é o que meu corpo diz. Meu corpo diz: ande mais devagar.
Será que me sinto feliz?
Eu não me sinto feliz pensando dessa forma. Eu deveria me sentir plena e realizada por criar meus filhos. Eles estão bem, dentro do possível.Também deveria ser feliz por participar dos trabalhos da igreja. Bem, pelo menos, tentei.
E deveria me sentir feliz também porque me dediquei aos trabalho da casa e tentei auxiliar o marido, dentro do possível.
Mas, é que, de repente, me vem uma sensação de fracasso.
Por que a sensação de fracasso?
Deve ser pelo fato de precisar depender financeiramente do marido e dos filhos. Sinto medo de ser um peso para eles, num futuro próximo.Por outro lado, é tão gratificante conseguir produzir seu próprio sustento.
Vejo o exemplo idosos, que, inerte numa cama, depende dos filhos, para os cuidados básicos, como higiene e alimentação.
Vejo o exemplo idosos, que, inerte numa cama, depende dos filhos, para os cuidados básicos, como higiene e alimentação.
Quando este idoso é aposentado com boa pensão, a situação é menos ruim. Mas, quando se trata de mim, que ainda hoje me dedico a estudos de tecnologia e trabalhos artesanais como costura e crochê, a situação é diferente.
Porque, sem organização e baixa autoestima, ainda não consigo angariar meu próprio sustento.
Isso me deixa aflita. Tento não pensar muito sobre o assunto.
No momento, estou tentando cuidar de mim mesma, para variar.
Porque, sem organização e baixa autoestima, ainda não consigo angariar meu próprio sustento.
Isso me deixa aflita. Tento não pensar muito sobre o assunto.
Como é importante cuidar de nós mesmas, para variar
No momento, estou tentando cuidar de mim mesma, para variar.
Estou caminhando, me exercitando e fazendo crochê, que me acalma um pouco.
Escrever também tem sido uma saída para desafogar minhas mágoas.
Uma coisa é certa, o pão de cada dia, nunca me faltou e, tenho fé em Deus que proverá todas as coisas.
Escrever também tem sido uma saída para desafogar minhas mágoas.
Uma coisa é certa, o pão de cada dia, nunca me faltou e, tenho fé em Deus que proverá todas as coisas.
Um abraço e fica com Deus.
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